Rede Pró-Rio vai mapear questões estratégicas para o desenvolvimento do estado

22/05/201912:09

Diretoria de Comunicação da UERJ

Um seminário realizado nesta segunda-feira (20), no Salão Nobre da Faculdade de Direito, marcou o lançamento da Rede de estudos em planejamento e política pública regional orientada ao Rio de Janeiro (Rede Pró-Rio). O projeto think tank, coordenado pelo professor Bruno Sobral, da Faculdade de Ciências Econômicas (FCE), reúne inicialmente pesquisadores de mais quatro unidades da UERJ – Direito, Geografia, Ciências Sociais e Medicina Social – e ainda parceiros externos.

“Pretendemos cumprir o desafio histórico da Universidade de ter uma missão mais associada ao desenvolvimento do estado, pensando de maneira articulada. Alguns professores já têm pesquisas que envolvem o Rio de Janeiro, mas queremos criar um espaço institucional que agregue isso em formato de rede, para pautar o debate sobre políticas públicas”, explica Sobral.

A rede conta com grupo de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e integra o programa de extensão Desenvolvimento e Educação – Theotonio dos Santos, do Instituto Multidisciplinar de Formação Humana com Tecnologias (IFHT). “São diversos grupos de trabalho, que vão mapear uma série de temas que consideramos estratégicos para uma agenda do Rio de Janeiro. Eles vão atuar em frentes como estrutura produtiva do estado, questão das finanças públicas, questão da segurança, mercado de trabalho, etc.”, afirma o coordenador.

No lançamento, a subsecretária de Ensino Superior, Pesquisa e Inovação, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Maria Isabel de Souza, destacou a importância da iniciativa. “Este tipo de ação por parte da Universidade mostra o que ela pode ofertar para que a gente possa sair da crise e desenvolver um estado mais humano, mais igualitário”.

A vice-reitora Maria Georgina Muniz Washington ressaltou o caráter abrangente do projeto. “Acho bastante importante essa rede porque ela não se propõe a discutir a economia do estado; ela se propõe a discutir o estado como um todo. Na minha opinião, tudo está ligado à economia. Quando melhora a saúde, a educação, isso leva a uma melhora das contas”, afirmou. “Contem com a Administração Central para fazer todo possível. Mas tenho certeza que cada unidade desta casa também tem algo a dizer, algo a colaborar para o desenvolvimento do estado”, acrescentou a vice-reitora.

“Na Universidade, temos a competência de discutir todos os assuntos que envolvem a vida em sociedade. Somos muito focados em fazer propostas para educação, ciência, tecnologia, mas precisamos apresentar alternativas também no âmbito fiscal, da saúde, enfim, em todos os aspectos”, disse o reitor da Universidade do Norte Fluminense (UENF), Luis Passoni. “Precisamos construir propostas alternativas ao discurso hegemônico que hoje domina o estado brasileiro, não só aqui no Rio de Janeiro”, enfatizou.

Para Bruno Sobral, ainda há pouca reflexão regional organizada coletivamente e boa visão estratégica junto ao estado. “A criação da rede Pró-Rio espera ajudar a superar essa lacuna, ou seja, ir além de tratar o Rio como estudo de caso e passar a articular um discurso a partir dos interesses regionais. Precisamos superar encastelamentos profissionais e fazer o cruzamento de experiências, a ponto de reduzir a distância entre a academia, a gestão pública e a sociedade organizada”, concluiu o coordenador.