Pró-reitoria de Saúde da Uerj emite nota técnica com recomendações de medidas contra a dengue

09/02/202416:11

Diretoria de Comunicação da UERJ

A Pró-reitoria de Saúde (PR5) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) alerta para o aumento de quase 300% nas notificações de dengue, nas primeiras semanas epidemiológicas de 2024, observado em todo o Brasil e também no Estado e Município do Rio de Janeiro, quando comparamos com os dados de 2023. A taxa de incidência no mês de janeiro se encontra muito acima da média histórica, sendo considerada de alto risco. Os principais sorotipos detectados em circulação são DENV1 e DENV2. Entretanto, a circulação dos sorotipos DENV3 e DENV4 também vêm sendo observada, fato que não ocorria há 15 anos.

Diante destas evidências e dos alertas já emitidos pelas Secretarias de Saúde do Estado (SES) e do Município do Rio de Janeiro (SMS) a PR5 recomenda:

I. Adoção das medidas de prevenção relacionadas à proliferação do vetor

• Tampar caixas d’água, ralos e pias;

• Higienizar bebedouros de animais de estimação;

• Descartar pneus velhos junto ao serviço de limpeza urbana de sua cidade. Caso precise guardá-los, mantenha-os em local coberto, protegidos do contato com a água;

• Retirar a água acumulada da bandeja externa da geladeira e bebedouros e lavá-los com água e sabão;

• Limpar as calhas e a laje de casa e colocar areia nos cacos de vidro de muros que possam acumular água;

• Colocar areia nos vasos de plantas;

• Amarrar bem os sacos de lixo e não descartar resíduos sólidos em terrenos abandonados ou na rua;

• Fazer uma inspeção em casa, pelo menos uma vez por semana, para encontrar possíveis focos de larvas;

• Instalar telas e (ou) mosquiteiros, especialmente nas regiões com maior registro de casos;

• Quando disponível, o uso do ar-condicionado também é recomendado;

• Receber bem os agentes Comunitários de Saúde e de Controle de Endemias que trabalham nas cidades.

II. Cuidados individuais

• Proteger as áreas do corpo em que o mosquito possa picar com o uso de calças e camisas de mangas compridas;

• Usar repelentes à base de DEET (N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de icaridina nas partes expostas do corpo e sobre as roupas.

OBS: Em crianças menores de 2 anos de idade, não é recomendado o uso de repelente sem orientação médica. Para crianças entre 2 e 12 anos, usar concentrações até 10% de DEET, no máximo três vezes ao dia.

III. Sinais de alerta

Procurar atendimento médico sempre que apresentar os seguintes sinais ou sintomas isoladamente ou associados: febre, dor de cabeça, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, dor abdominal, enjoo, tonturas.

IV. Vacinação

Uma vacina contra a dengue desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda Pharma (Qdenga) teve seu registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março do ano passado, para a faixa etária de quatro a sessenta anos.

A Qdenga é aplicada em duas doses com intervalo de 90 dias entre elas, contendo os quatro sorotipos do vírus e eficácia de 80,2%.

Considerações Finais

Todos os pontos de atendimento do Estado e do Município do Rio de Janeiro estão preparados para atendimento, avaliação clínica e laboratorial, orientação e acompanhamento dos casos de suspeita de Dengue e na distinção entre os diagnósticos de Dengue, Zica e Chikungunya.

O prognóstico e a letalidade dependem diretamente do correto acompanhamento da doença e da adoção de medidas terapêuticas no momento adequado.

Confira a íntegra do documento.