Pesquisa coordenada pela Uerj aponta brasileiros entre os povos mais estressados durante a pandemia

08/07/202117:00

Diretoria de Comunicação da UERJ

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) representa o Brasil na pesquisa “Adaptação social em estresse na pandemia de Covid-19: um estudo transcultural”, que reúne 24 países de quatro continentes, buscando compreender as mudanças sociais e as percepções pessoais em relação à ameaça representada pelo coronavírus. A coordenação é da professora Edna Ponciano, do Instituto de Psicologia.

Resultados iniciais

Na fase preliminar, a pesquisa observou temas como ansiedade, empatia, estresse, suporte e comportamentos sociais e culturais entre os vários países. As 15.375 respostas, tabuladas entre maio e agosto de 2020, mostraram que os brasileiros estão entre os mais estressados, comparados às pessoas de outros países. Entre as principais causas, destacam-se baixo nível de empatia, grande desgaste emocional pessoal, sofrimento e aumento do individualismo. Por outro lado, em países que oferecem mais infraestrutura coletiva de apoio, as populações experimentam menor impacto do sofrimento psíquico provocado pela pandemia.

Agora, o estudo entra em sua segunda fase, que tem como foco a vacinação.  “A intenção é levantar quem está ou não sendo vacinado, se pretende se vacinar e qual o nível de compreensão dos brasileiros sobre a importância de se imunizar”, explica Edna Ponciano.

Para a pesquisadora, o trabalho vai contribuir para o enfrentamento de crises futuras. “Além de mapear a situação corrente, ajudará com dados, identificando e ajudando a embasar práticas interventivas no campo da saúde mental”, destaca.

Para participar da pesquisa, é preciso ter mais de 18 anos. Basta acessar o formulário eletrônico disponível até o fim de julho em bit.ly/adaptacaosocialemestresse