Parque Botânico do Ecomuseu Ilha Grande comemora cinco anos com série de vídeos sobre espécies vegetais

12/11/202011:57

Diretoria de Comunicação da UERJ

O Parque Botânico do Ecomuseu Ilha Grande completa cinco anos de existência, no dia 12 de novembro, e reúne uma coleção de plantas vivas brasileiras organizadas sob a forma de acervo ecomuseológico. Seu plantio inaugural foi realizado, em 2015, pela comunidade que reside, trabalha ou visita o local. Na época, o evento promoveu o plantio coletivo de mais de 200 mudas de plantas nativas relacionadas à história do homem na Ilha Grande.

Para comemorar a data, o Parque Botânico programou uma série de vídeos intitulada “Essa planta é nossa?”, apresentando as espécies vegetais exóticas e nativas da ilha, como o palmito-juçara, a cotoneteira e a palmeira imperial. A série terá duas postagens semanais, durante todo o mês de novembro, com o intuito de contribuir para o conhecimento, apropriação, sustentabilidade e conservação dos recursos naturais da Ilha Grande, que se destacam entre os mais importantes do Brasil. Os vídeos estão disponíveis no canal do Ecomuseu Ilha Grande no YouTube.

Parque Botânico do Ecomuseu Ilha Grande completa cinco anos

Segundo a coordenadora, Cátia Callado, o parque foi idealizado em 2002, quando a estrutura funcional do Ecomuseu Ilha Grande foi estabelecida. Nesse mesmo ano, teve início o inventário das plantas que iriam compor a sua coleção. “Esse é um diferencial nosso. A coleção se inicia com um intenso inventário florístico das espécies que ocorrem na Ilha Grande, associado a um inventário documental do registro de uso de plantas neste território, incluindo pesquisas arqueológicas nos sítios de sambaquis, relatórios de exploração de madeira desde o período colonial e as publicações científicas sobre a flora local”, explica a professora.

Como unidade acadêmica da Uerj, o Parque Botânico do Ecomuseu Ilha Grande está voltado à difusão do valor multicultural das plantas e sua utilização sustentável, além de ter como objetivo proteger espécies raras e/ou ameaçadas de extinção, atuando no seu registro, documentação e conservação, no intercâmbio científico, técnico e cultural com entidades e órgãos nacionais e estrangeiros e na capacitação de recursos humanos.

“Nos últimos anos, a Ilha Grande transformou-se de área de segurança nacional, onde funcionava um presídio de segurança máxima, em região turística, pelos seus recursos naturais, históricos e culturais. Nesse contexto, a Uerj desempenha um papel fundamental na produção de conhecimento, divulgação e conservação do ambiente, cuja importância foi ratificada com o título de primeiro e único sítio brasileiro reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial de Cultura e Biodiversidade. Em todo o mundo, existem apenas 39 sítios nesta categoria mista”, conta a coordenadora.

As atividades do Parque Botânico acontecem sob o amplo conceito do Ecomuseu, compreendendo todo o território da Ilha Grande como um grande museu a céu aberto. Cátia destaca as ações voltadas ao avanço do conhecimento científico nas áreas botânica, histórica e sociocultural da Ilha Grande, à capacitação de recursos humanos e popularização da ciência.

Saiba mais sobre o Ecomuseu Ilha Grande.