Pacientes da Hematologia do HUPE celebram com Papai Noel na Ilha Fiscal

28/11/201919:49

Diretoria de Comunicação da UERJ

A manhã nublada desta quinta-feira (28) foi de muita alegria e emoção para aproximadamente 50 pacientes da Hematologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE). Acompanhados de familiares, médicos e enfermeiros, eles visitaram a Ilha Fiscal, na Baía da Guanabara, para participar de uma festa com a presença do Papai Noel. Crianças e adolescentes entre 3 e 18 anos passaram horas mergulhados no faz de conta. 

“É uma oportunidade de celebrar a vida, mas também de confraternizar e de estreitar os vínculos entre os pacientes e suas famílias com toda a equipe. Sou médica há 20 anos e eu gosto de estabelecer vínculos. Isso é importante no tratamento”, disse a professora Patrícia Horn, responsável pelo setor. 

Entre os que comemoravam estava a adolescente Sthefanie Alessandra Silva da Paz, 18 anos, que aos 16 chegou ao HUPE e teve diagnóstico de leucemia. “A princípio não foi tão ruim pra mim, mas minha mãe ficou tão abalada que eu comecei a pensar em como seria a vida dela se o tratamento não desse certo. Depois da reação da minha mãe, o pior foi perder o cabelo. Mas ele já está crescendo e parece que voltou melhor depois da quimioterapia. Foi muito difícil também ficar sem ir à escola. Eu estudei no hospital e consegui me formar com a minha turma. É o meu segundo Natal desde que descobri a doença. Este ano eu só estou no acompanhamento. É uma vitória pra mim. Gratidão é você completar mais um ano de tratamento contra o câncer. Eu aprendi muito. Mudei muito. Amadureci muito”, disse a jovem que fez o último ENEM e sonha em ser cineasta. 

Patrícia Horn organiza festas como a desta quinta-feira há oito anos. Ela não usa verba pública. Este ano apenas o transporte dos convidados foi pago pela Universidade. O restante sempre é feito com a ajuda de voluntários e da organização Pró-Vita, que atua no HUPE. “Eu tenho filhos pequenos e então conheço muitos profissionais de festas infantis. Eu peço e eles sempre topam. Todos são muito solidários”, revela a médica.