Especialista alerta sobre risco de óleo chegar ao litoral do Rio

18/11/201916:59

Diretoria de Comunicação da UERJ

Chefe do Departamento de Engenharia Sanitária e do Meio Ambiente (Desma) da Faculdade de Engenharia da UERJ, o professor Júlio Cesar da Silva alerta sobre o óleo que no final de agosto começou a chegar às praias nordestinas. Depois de alcançar as praias do norte do Espírito Santo, em breve o material atingirá também o litoral fluminense. “A chegada do óleo ao Rio depende das correntes marítimas, do vento e do volume que foi derramado, mas é possível que chegue logo ao Norte Fluminense. Talvez não chegue às praias, mas sim em alto mar. Existe uma corrente marítima que vem do Sul e que pode funcionar como uma barreira natural entre o Norte e o Sul do Espírito Santo, dificultando que a poluição chegue as praias. Mas a população precisa estar em alerta e os órgãos públicos também”, explica.

O professor destaca o risco de contaminação e toxidade do material que chegou a 644 praias brasileiras até 17/11, de acordo com relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “É altamente tóxico. É um composto de benzeno. Material químico com substâncias cancerígenas. O uso de equipamento de proteção individual é fundamental para quem for ajudar a limpar as áreas atingidas. O problema é pior a longo prazo para quem for exposto a contaminação”, observa.

Quem for morador das áreas que estão sendo atingidas e quiser ajudar a minimizar os efeitos da contaminação deve se informar no site do Ibama e nunca deve ajudar na limpeza sem proteção. “O ideal era que o óleo fosse retirado em alto mar, por embarcações especializadas, mas isso é mais caro e mais difícil. Então temos que tentar minimizar os efeitos da contaminação que chegar às praias, aos mangues e aos corais. Os seres destes ambientes são muito delicados. A limpeza tem que ser muito bem pensada”, explica o professor.