Doutorando da Uerj é finalista em concurso de vídeo sobre sustentabilidade da Agência Universitária da Francofonia 

29/06/202011:13

Diretoria de Comunicação da UERJ

José Victor Neto, doutorando da Uerj em Teoria da Literatura e Literatura Comparada e professor do Instituto Federal do Pará (IFPA), acaba de conquistar o segundo lugar no concurso de vídeos promovido pela Diretoria Regional do Caribe, da Agência Universitária da Francofonia (AUF). A premiação, voltada à produção audiovisual pelo celular, foi aberta a estudantes de todas as universidades da rede da AUF, que soma mais de mil instituições espalhadas pelo mundo. 

Atendendo ao tema do concurso – “Inventando um futuro sustentável!” –, José Victor apresentouSavoirs Durables Indigènes” (Saberes Sustentáveis Indígenas). O vídeo destaca o trabalho desenvolvido na Organização Não Governamental Oca – Observatório Cultural das Aldeias, mostrando a sustentabilidade a partir do olhar do indígena e a sua relação com o meio ambiente. José Victor contou com a parceria da colega, mestranda em Teoria da Literatura e Literatura Comparada da Uerj, Daniela Corrêa Siqueira e de Fred Borges.

Em tempos de pandemia de Covid-19, o filme levanta questionamentos relevantes sobre a sustentabilidade dos povos indígenas brasileiros. Diversos estudos apontam que este grupo é um dos mais suscetíveis à doença, tanto devido às condições de saúde, como sociais e econômicas.

“O filme foi de grande importância para dar visibilidade ao trabalho incansável de Cristiane Santos, da Oca, e também à questão indígena no Brasil. Ele foi exibido para um número considerável de espectadores do universo francófono. Eu dedico essa produção a todos os povos originários do Brasil e à sua luta, que já dura mais de 500 anos”, ressalta José Victor.

O autor conta que, em 2019, passou três meses na Université Clermont-Auvergne (UCA), em Clermont-Ferrand, na França, como parte de seu estágio de pesquisa. Foi a experiência nessa cidade, reconhecida pela realização de um festival de curta metragem, que o incentivou a participar do concurso. “Durante minha permanência em Clermont-Ferrand participei de diversas atividades pré-festival. Ministrei uma oficina de cinema na universidade para uma turma de língua portuguesa e fiz uma conferência sobre os filmes do cineasta carioca Clementino Junior. Depois dessa participação, fiquei com desejo de tentar exibir meus filmes nesse universo francófono, foi quando surgiu essa oportunidade ímpar do concurso da AUF”, explica. 

Confira o vídeo “Savoirs Durables Indigènes”.