DataUERJ 2020 registra crescimento da Universidade nos últimos 20 anos e superação da crise de 2016 e 2017

06/11/202015:51

Diretoria de Comunicação da UERJ

A nova edição do Anuário Estatístico de Dados – DataUERJ traz boas notícias. Os números revelam tendência de evolução positiva, deixando para trás a grave crise enfrentada nos anos de 2016 e 2017. O documento, elaborado pelo Núcleo de Informação e Estudos de Conjuntura (Niesc), contém 165 quadros de dados institucionais quantificados em diferentes recortes e indicadores que permitem a comparação de indicadores de 2019 com anos anteriores.

De acordo com a diretora do Niesc, Lúcia Schmidt de Andrade Lima, a pandemia de Covid-19 interferiu na preparação do DataUERJ 2020, levando a atrasos em todas as etapas. No entanto, a coleta e a compilação das informações não foram interrompidas. “A manutenção da regularidade da publicação do Anuário Estatístico, apesar das dificuldades, alinha-se à política de transparência claramente colocada como meta pelas sucessivas administrações da Uerj desde 2008”, ressalta.

Todos os indicadores gerais mostram ascensão ao longo dos anos. O número de cursos de graduação chegou a 56 em 2019. Em 1999, eram 29. Neste mesmo período de 20 anos, a lista de mestrados passou de 25 para 65. Já a de doutorados subiu de apenas 8 para 46. O total de especializações, que era de 76, alcançou a marca de 157 cursos. Também merece destaque a quantidade de projetos de extensão, que saltou de 303 para 905 nestas últimas duas décadas.

Segundo análise do Niesc, os incrementos observados no número de cursos oferecidos, tanto na graduação como na pós-graduação, “são reflexos das demandas oscilantes do mercado externo no período e das políticas institucionais de resposta a tais demandas”. O texto acrescenta que a criação de novos cursos de graduação está relacionada principalmente à prática de interiorização fomentada nas gestões mais recentes. Já o aumento na oferta da pós-graduação tem relação com as políticas adotadas pela Universidade, de incentivo à qualificação do corpo docente e ao desenvolvimento de pesquisa e produção de conhecimento, traduzidas na consolidação dos programas Procad e Prociência.

O anuário menciona que a ampliação expressiva da infraestrutura de pesquisa também está associada a tais políticas. O número de laboratórios saltou de 218 em 2003 (ano em que o dado passou a ser contabilizado) para 557 em 2019.

Uma variável que ilustra com clareza a recuperação da Uerj após o caos financeiro do Estado é o total de ingressantes. Em 2019 foram 4.935, contra 4.065 calouros em 2018. No auge do problema, em 2017, foram 2.754 novos estudantes. “A crise levou a um aumento no abandono de nossos cursos e a uma queda acentuada na atratividade da Uerj para os candidatos ao ingresso em cursos superiores no Rio de Janeiro, mas a evolução até 2019 mostra uma clara recuperação da imagem da Universidade”, explica a diretora do Niesc.

Crescimento também nas unidades de saúde

Os quadros relativos ao Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) e à Policlínica Piquet Carneiro (PPC) também se sobressaem. Devido aos investimentos, essas unidades puderam contribuir eficientemente no combate à Covid-19. “Merece destaque a recuperação das unidades de saúde como Hupe e PPC, que ampliaram número de leitos e capacidade de atendimentos a partir de 2018, colocando a Uerj como um agente estratégico no enfrentamento da pandemia de coronavírus no Estado do Rio de Janeiro”, destaca Lúcia.

Mudanças no organograma

Em fevereiro, com a posse da atual reitoria, foram implementadas mudanças na estrutura organizacional da universidade com intuito de adequá-la às práticas adotadas nas demais universidades brasileiras, no que se refere à nomenclatura. Por isso, foram apresentadas as duas versões do organograma da Uerj, 2019 e 2020, suprindo a necessidade de associar cada conjunto de informações à estrutura organizacional vigente. 

Versão Digital

Por conta das restrições de despesas, este ano o Anuário Estatístico foi disponibilizado apenas pelo site do Niesc, sem a versão impressa mas com o conteúdo na íntegra. Lúcia Schmidt afirma que, apesar das dificuldades acarretadas pela necessidade de manter a equipe em isolamento social, o trabalho prosseguiu em home office. “Podemos afirmar, sem medo de errar, que o DataUERJ 2020 é resultado de um espírito de colaboração intra e intersetorial que eu jamais vi em meus mais de 40 anos nesta Universidade”, enfatizou a diretora.