Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão prorroga calendário acadêmico do primeiro semestre de 2020

10/07/202012:03

Diretoria de Comunicação da UERJ

O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Csepe) aprovou, nesta quinta-feira (9), a prorrogação do calendário acadêmico-administrativo referente ao período 2020.1. O término, previsto anteriormente para 18 de julho, foi transferido para 18 de setembro. A Pró-Reitoria de Graduação (PR-1) anunciou que o plano de retomada das atividades letivas foi encaminhado para a Comissão Permanente de Graduação (CPG) e os Centros Setoriais, que deverão direcioná-lo às unidades acadêmicas, para apreciação e sugestões. A discussão sobre o documento será feita nas próximas sessões.

“O caminho que se está propondo é que possamos desenvolver atividades remotas emergenciais. A proposta não é usar os meios de mediação tecnológica para substituir todo o conteúdo, todas as disciplinas, toda a profundidade, todos os critérios de avaliação que estabelecíamos nas aulas presenciais. Esse plano é emergencial”, afirmou o reitor Ricardo Lodi.

O reitor ressaltou que a Universidade não pode ficar, por um tempo indefinido, sem cumprir sua principal função institucional: a atividade de ensino. Mas afirmou que todos os problemas de acesso à tecnologia estão sendo avaliados. “Vamos propor ao Csepe um modelo que possa dar conta dessas dificuldades. A ideia é que cada um vai dar o passo que puder dar. E imaginamos que alguns não poderão dar nenhum passo. Por isso, o pagamento da bolsa-permanência vai continuar sendo feito, independentemente do número de matérias que os alunos estejam cursando, pois esta é uma questão de possibilidade; não de vontade”, destacou.

Levantamento de inclusão digital

A pró-reitora de Políticas e Assistência Estudantil, Catia Antonia da Silva, lembrou a importância da participação dos estudantes no levantamento sobre acesso a tecnologias digitais. Segundo a professora, até o momento, apenas metade do corpo discente preencheu o questionário. “Queremos identificar as vulnerabilidades tanto entre cotistas, quanto não cotistas, no que se refere a acesso aos dados e também equipamentos. Precisamos de informações mais concretas para elaboração de um projeto de inclusão que atenda a todos”, concluiu.

Assista à reunião na íntegra.