Reunião de representantes da Uerj com o governador discute demandas dos servidores e orçamento da Universidade

17/04/202622:58

Diretoria de Comunicação da Uerj

Nesta sexta-feira (17), a Reitoria da Uerj, os dirigentes das entidades representativas dos docentes (Asduerj), técnicos (Sintuperj) e estudantes (DCE) e o os representantes dos comando de greve de docentes e técnicos administrativos se reuniram com o governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto de Castro, no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, para discutir a recomposição das perdas e demais pontos da pauta de reivindicações.

Novamente, o chefe do executivo afirmou que é sensível às questões da Uerj e busca construir, em conjunto com a gestão, entidades sindicais e comando de greve, soluções para as demandas da Universidade, como as perdas salariais dos servidores. Informou ainda que aguarda o julgamento no STF, previsto para o dia 6 de maio, da ADI 4917, que pode redistribuir os royalties do petróleo, matéria que afeta diretamente as receitas do estado. 

A próxima reunião com a comissão da Uerj foi agendada para o dia 30 de abril, às 17h, para tratar da viabilidade da majoração do auxílio alimentação dos servidores para R$ 1.500 no contracheque.

O governador também indicou a formulação de um protocolo de intenções reunindo todas as demandas da Uerj. A produção do documento permitirá o estudo e o planejamento de ações para atender às pautas dos servidores e da Reitoria.

“Fomos mais uma vez bem-recebidos pelo governador em exercício, que é ex-aluno da Uerj e é sensível às nossas questões. Estabelecemos com ele um diálogo contínuo e proveitoso, seguindo os interesses do estado e da Universidade”, disse a reitora da Uerj, Gulnar Azevedo e Silva.

Participaram do encontro a reitora, o vice-reitor Bruno Deusdará; o presidente da Asduerj, Gregory Magalhães Costa; a coordenadora geral do Sintuperj, Cassia Gonçalves; os representantes dos comandos de greve dos técnicos, Igor Conde, dos docentes, Renata Gama; o coordenador geral do DCE, Viner Barreto e representantes de secretarias de estado.

Demandas

Na reunião anterior, na última quarta-feira (15), foram apresentadas as principais demandas das categorias em greve, como o pagamento das segunda e terceira parcelas atrasadas da recomposição salarial — previstas na lei estadual nº 9.436/2021 —, além das perdas inflacionárias de 2023 a 2025. 

Os servidores também reivindicam, entre outras pautas, a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos técnicos, o retorno do pagamento dos auxílios saúde e educação, com incorporação em contracheque, bem como dos triênios àqueles que ingressaram por meio de concursos com editais publicados a partir de janeiro de 2022.

Além disso, a Reitoria da Uerj salientou a necessidade de incremento dos recursos orçamentários para garantir o pleno funcionamento da Universidade, suas atividades de ensino, pesquisa e extensão e a prestação de serviços à população fluminense.

Retrospecto

Desde de 2024, a Reitoria realizou quase 40 reuniões com o Governo, buscando soluções para a defasagem salarial dos servidores e a insuficiência do orçamento da Uerj. Neste ano, em janeiro e fevereiro, Gulnar e Bruno expuseram as demandas da Universidade em duas reuniões, uma com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e outra com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). Também foi realizado, em 2026, um trabalho em parceria com a Secretaria da Casa Civil, com estudos de cenário para a recomposição salarial da Uerj.

Em 25 de março, foi iniciada a greve dos docentes e, em 9 de abril, a dos técnicos. Na semana passada, a reitora e o vice-reitor se reuniram pela primeira vez com o novo governador. Já na última sexta-feira (10), uma audiência pública na Alerj, convocada pela Comissão de Servidores Públicos, debateu a situação da Universidade, com a participação de parlamentares, Reitoria, membros da comunidade acadêmica e representantes do governo estadual.

Sobre o atual cenário, a Reitoria, em nota, “reafirma seu compromisso com o diálogo junto ao Legislativo e ao Executivo, buscando a estabilidade financeira da instituição, bem como as condições e o reconhecimento dos trabalhadores que atuam para que a Uerj mantenha e amplie sua qualidade e seus compromissos com a democracia, a produção de conhecimento e a inclusividade”.