Projetos de alunos propõem soluções inovadoras para aperfeiçoar gestão das unidades de saúde da Uerj

05/10/202119:57

Diretoria de Comunicação da UERJ

Para unir saúde e tecnologia, um requisito é essencial: a inovação. Na Uerj, um importante passo para trilhar este caminho foi dado com a realização da Liga das Startups de Saúde. O evento foi uma verdadeira jornada, que reuniu alunos e professores numa competição com o objetivo de propor soluções para melhorar os processos no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) e na Policlínica Piquet Carneiro (PPC). Os trabalhos vencedores foram conhecidos no dia 26 de setembro, ao vivo, na transmissão de encerramento. A entrega dos certificados e prêmios em dinheiro acontecerá neste mês de outubro. 

O hackathon “da Uerj para a Uerj”, como foi chamado, incluiu uma etapa de treinamento, com palestras abertas ao público, e uma maratona voltada ao desenvolvimento dos trabalhos pelos times, formados por um professor líder e cinco alunos. Os grupos receberam os nomes de imunizantes contra o novo coronavírus e foram separados conforme a unidade de saúde para a qual deveriam apresentar soluções: Covaxin, Coronavac, Kovivac, Moderna e Pfizer, voltados à PPC; e Astrazeneca, Cansino, Covishield, Janssen e Sputnik V, dedicados ao Hupe.  

A equipe Astrazeneca foi a vencedora com o projeto “MedData”, que propõe um aplicativo para gerenciar o cotidiano do Hupe na palma da mão, por meio de um smartphone. Também traz como diferencial inovador o uso de pequenas tags com sinal de bluetooth, para identificação dos pacientes. Já na PPC, sagrou-se campeão o time Pfizer, com o projeto “Descomplique”, que consiste em um software capaz de integrar outras aplicações para gestão de suprimentos e da cadeia logística, com um sistema web responsivo, ou seja, adaptável a qualquer dispositivo móvel.

“Foram 15 dias, 360 horas e mais de mil mensagens trocadas, com muito empenho e dedicação”, salientou a professora Karla Figueiredo, do Instituto de Matemática e Estatística, uma das idealizadoras da Liga. 

“A maratona nos mostrou como é complexa a gestão em saúde”, aponta o estudante Tomaz Fierro, da Faculdade de Ciências Econômicas. Para ele, a Liga foi uma oportunidade única de conhecer um pouco mais da realidade da PPC. “Pudemos conversar com gestores e observar os desafios no seu cotidiano”, explica. Seu colega no time Pfizer, Ian Costa, do curso de Engenharia Elétrica com ênfase em Sistemas e Computação, também destaca o grande aprendizado das últimas semanas. “Foi muito bom desenvolver o trabalho em equipe, conhecer pessoas novas e conseguir contribuir para resolução de um problema real”, avalia.

Para Artur Nascimento, estudante do curso de Ciências da Computação e membro do time Astrazeneca, a integração entre alunos de diversos cursos foi um ponto positivo do hackthon. “Conhecer e trabalhar com pessoas diferentes foi algo novo e desafiador”, afirma. O grupo foi até o Hupe para entender as questões a serem superadas. Caroline Santos, acadêmica da Faculdade de Odontologia conta que a ideia do projeto surgiu após a visita. “Vimos de perto as dificuldades enfrentadas pelos funcionários nos processos de internações e altas dos leitos. A Liga me fez compreender melhor a saúde pública e suas complexidades, e ver na prática que, com organização e vontade, podemos promover saúde com confiabilidade!”, anima-se.

“O evento superou nossas expectativas. As equipes estavam tão comprometidas que buscaram mais informações, tanto no Hupe, quanto na PPC, para além do que foi dado como proposta de trabalho.  Os participantes se conectaram com os problemas vividos pelos gestores e profissionais da saúde e, num tempo exíguo, demonstraram projetos inovadores de sólida execução”, aponta a professora Maria Isabel de Castro, coordenadora do Núcleo de Teleodontologia da Uerj e idealizadora da iniciativa.

“Agora, iniciaremos o processo de desenvolvimento e implementação das soluções: um grupo de trabalho reunindo as equipes vencedoras e unidades de saúde será formado e, junto com profissionais da área de desenvolvimento e programação do Senac, que foi parceiro do projeto, transformará as soluções em realidade, ou seja, ferramentas que, efetivamente, possam ser úteis para Uerj”, finaliza a professora Karla Figueiredo. 

Confira a live de encerramento da Liga de Startups de Saúde Uerj, com as apresentações de todas as equipes concorrentes.