Diretoria de Comunicação da Uerj
Na última quinta-feira (11), membros da Uerj receberam da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) o Prêmio Faperj de Ciência, Inovação e Reconhecimento, Destaques do Rio de Janeiro (1ª Edição) 2025. Na cerimônia de entrega, realizada na Sala Cecília Meireles, na Lapa, pesquisadores da Uerj representaram a excelência da Universidade em produção científica.
O Prêmio tem como objetivo reconhecer quem impulsiona projetos de impacto social, econômico e ambiental, conectando universidades, institutos e empresas e fortalecendo o ecossistema de inovação fluminense. Com foco em resultados expressivos, o edital incentiva a integração entre pesquisadores, estudantes e empreendedores, estimulando novas parcerias entre instituições públicas, privadas e startups. A expectativa é ampliar as oportunidades de pesquisa aplicada e fortalecer o protagonismo científico do Rio de Janeiro.
As premiações foram organizadas em diferentes categorias: Eixo 1 – Sociedade Científica e Inovadora; Eixo 2 – Reconhecimento Profissional Faperj, destinado a servidores e colaboradores; além da concessão da Medalha Mérito Científico Carlos Chagas Filho, nas modalidades Mulher Cientista, Pesquisador Sênior e Destaque Internacional.
Os premiados
Entre os destaques da noite, a reitora da Uerj, Gulnar Azevedo e Silva; o vice-reitor Bruno Deusdará; o Pró-reitor de Saúde (PR5), Ronaldo Damião, o diretor-geral do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), Rui de Teófilo, e o diretor-geral da Policlínica Universitária Piquet Carneiro (PPC), Flávio de Sá Ribeiro receberam o troféu “Amigos da Faperj”, uma honraria para reconhecer a excelência de pesquisadores apoiados pela Faperj que contribuem de forma expressiva para o desenvolvimento científico do Estado.

O professor Carlos Frederico Rocha, do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (Ibrag) da Uerj, conquistou o primeiro lugar na categoria Pesquisador Destaque: Ciências da Vida. Com trajetória de 38 anos dedicados à docência e à pesquisa na Uerj, ele ressalta a importância do apoio institucional e das parcerias construídas ao longo de décadas. “Receber um prêmio tão destacado é uma grande honra, especialmente em um estado com tantos institutos e universidades de excelência. O apoio das instâncias da Uerj, dos programas de pós-graduação, dos colegas e dos meus alunos foi fundamental para que meu trabalho alcançasse essa projeção”, afirma. O docente destaca ainda o papel estratégico do Programa Prociência, que considera decisivo para o fortalecimento da pesquisa na Universidade.
Na categoria Pesquisador Destaque: Humanidades, o primeiro lugar foi concedido à professora Nilda Alves, da Faculdade de Educação (EDU), reconhecida por sua contribuição consolidada à pesquisa nas áreas de currículo, formação docente e estudos do cotidiano.
O professor João Feres Júnior, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Uerj, conquistou o segundo lugar na categoria Projeto Inovador, devido ao conjunto de iniciativas que desenvolve há anos no campo da Ciência Política. Ele aponta que a inovação sempre esteve no centro de sua produção acadêmica, desde o doutorado. “O prêmio me alegra especialmente porque inovação sempre foi uma preocupação central no meu trabalho. Do Gemaa ao Manchetômetro, e mais recentemente ao Monitor do Debate Público, tenho buscado construir ferramentas metodológicas capazes de produzir dados e análises que contribuam para o debate público e para a compreensão da democracia brasileira”, afirma. Feres Júnior também salienta o impacto social de suas pesquisas em ação afirmativa, comunicação política e comportamento eleitoral.

A pesquisadora Luana Queiroz Pinho alcançou o segundo lugar na categoria Comunicação Científica, com atuação marcada pela extensão universitária no Laboratório de Oceanografia Química (Laboqui). Para ela, o prêmio coroa um período de intenso trabalho. “Este foi um ano de muita dedicação. Criamos e submetemos vários projetos, todos aprovados, o que exigiu esforço contínuo da equipe. Ser reconhecida mostra que todo esse empenho valeu a pena”, diz. Luana coordena iniciativas como Oceano e Sociedade (2019), voltado à popularização da oceanografia, e o novo projeto “O mar é Delas”, que estimula a participação de meninas e mulheres nas ciências exatas e da terra.
A estudante Yasmin do Nascimento Vianna recebeu o terceiro lugar na categoria Jovem Pesquisador: Mestrado, representando a nova geração de pesquisadores formados na Uerj.

Já na categoria Jovem Pesquisador: Doutorado, o terceiro lugar foi concedido a Ulysses Ferraz de Camargo Filho, doutorando do Iesp/Uerj. Ele ressalta que o reconhecimento reafirma a importância da pesquisa teórica em Filosofia e Teoria Política. “Esse prêmio mostra que há espaço, nas agências de fomento, para pesquisas que articulam reflexão teórica e problemas concretos, como a crise climática. É também um reconhecimento coletivo, construído em diálogo com minha orientadora, com o programa e com colegas do Núcleo de Teoria Política e Instituições (Nutepi) da Uerj”, pontua Sua pesquisa aborda temas como justiça ambiental, transição energética justa, desigualdades e alternativas institucionais ao capitalismo.
A homenagem foi realizada por meio da entrega de certificados de reconhecimento, além de premiação em dinheiro. O primeiro lugar em cada categoria receberá o valor de R$ 3.000, o segundo lugar será contemplado com R$ 2.000 e o terceiro lugar receberá R$ 1.500.
Com esses resultados, a Uerj reafirma seu compromisso com a produção de conhecimento, com o fortalecimento das políticas de fomento e com a formação de excelência de novas gerações de pesquisadores capazes de transformar realidades e contribuir para o desenvolvimento científico e social do Rio de Janeiro.
