Inauguração de painel no campus Maracanã marca Ano Comemorativo do Centenário de Paulo Freire na Uerj

11/09/202100:40

Diretoria de Comunicação da UERJ

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) realiza, no dia 13 de setembro, o descerramento do painel Ano Comemorativo 100 anos Paulo Freire, no campus Maracanã. A cerimônia ocorrerá sem a presença de público, e contará com a participação on-line da professora Nita Freire, companheira do educador. A transmissão ao vivo poderá ser acompanhada a partir das 15h, na TV Uerj.

A Reitoria instituiu 2021 como Ano Comemorativo Paulo Freire na Uerj por meio do Ato Executivo de Decisão Administrativa nº 18. Reconhecido pelo método de alfabetização desenvolvido na década de 1960 e aplicado com sucesso entre cortadores de cana-de-açúcar em Angicos, no Rio Grande do Norte, o pernambucano é Patrono da Educação Brasileira desde 2012.

Autor da obra “Pedagogia do Oprimido”, entre muitas outras, Freire é o terceiro teórico mais citado em trabalhos na área de humanas, em nível mundial. Também é o cidadão brasileiro mais homenageado mundo afora, detentor de mais de 30 títulos de Doutor Honoris Causa e cerca de 20 prêmios, concedidos por diversas universidades e instituições nacionais e internacionais.

Ao longo deste ano, várias atividades estão sendo realizadas na Universidade para celebrar os 100 anos do pedagogo. Um calendário, elaborado pela Diretoria de Comunicação Social (Comuns), reúne as principais datas de sua biografia, desde o nascimento, em 19 de setembro de 1921, até sua morte, em 2 de maio de 1997. Apresenta ainda links em QR code para conteúdos multimídia sobre a vida e a obra do educador. É possível fazer o download em versão para descanso de tela e versão para impressão doméstica.

Ano Comemorativo

Desde 2008, a Uerj escolhe uma personalidade ou um fato importante para o Brasil e para a humanidade para celebrar seu Ano Institucional. O primeiro foi o escritor Machado de Assis, em seu centenário.

A literatura e as artes foram contempladas em diversas ocasiões. Em 2011, o ator Paulo Gracindo foi reconhecido por suas atuações inesquecíveis na televisão, cinema e teatro. Já Nelson Rodrigues foi lembrado em seus 100 anos, em 2012. E Tomie Ohtake foi celebrada ainda em vida, em 2013, como a artista abstrata japonesa mais brasileira de todas. A música foi comemorada em grande estilo, com um 2010 focado em Noel Rosa e um 2016 todo dedicado ao Samba, no centenário do ritmo que representa a essência brasileira.

O ano de 2018 foi marcante, lembrando os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos e os 100 anos de um dos seus maiores símbolos: Nelson Mandela. Enfatizou-se a importância de a Universidade discutir o tema e se engajar na luta pela igualdade de direitos na sociedade.

A Ciência foi celebrada no bicentenário de Darwin, em 2009. Já em 2014, o escolhido foi o físico Léon Foucault. Além do tradicional painel comemorativo, foi instalada a reprodução de seu famoso pêndulo, bem no centro do Pavilhão João Lyra Filho, no Maracanã. Em 2017, foi a vez do sanitarista Oswaldo Cruz, por ocasião dos 100 anos de sua morte.

Duas uerjianas também estiveram entre os homenageados. Dirce Côrtes Riedel encheu nosso 2015 de orgulho, por sua trajetória na educação e na formação de professores. Já em 2019, recordamos o centenário de Carmem Portinho, diretora da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) que se destacou liderando a equipe de trabalhadores na construção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Por fim, o ano de 2020 lembrou o centenário do intelectual Celso Furtado. Economista brasileiro mais reconhecido no mundo, ele chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel de Economia em 2004.

Saiba mais no site: http://www.anocomemorativo.uerj.br/