Conselho Universitário aprova mudanças na formação dos colegiados superiores

11/02/202016:21

Diretoria de Comunicação da UERJ

A primeira reunião do Conselho Universitário (Consun) de 2020, realizada no dia 7 de fevereiro, discutiu uma série de medidas importantes para a comunidade acadêmica. Em sessão extraordinária, foram aprovadas mudanças na formação dos conselhos superiores e na denominação das sub-reitorias, que passaram a ser chamadas pró-reitorias. Antes, em sessão ordinária, também foi aceita a proposta de criação de uma comissão especial responsável por definir orientações para a realização do Congresso da Uerj, que terá a missão de pensar um novo projeto para a Universidade, dando base para a reforma de seus estatutos. Confira os principais pontos aprovados da pauta.

Técnicos administrativos terão representação no Csepe

O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Csepe), que hoje é formado apenas por docentes e discentes, incluirá cinco representantes técnicos administrativos – um de cada Centro Setorial e um da Administração Central. Também serão criadas mais duas vagas para professores, para que se mantenha a proporção obrigatória de 70% para esta categoria e 15% para as demais.

Já para o Consun, no qual foi constatado que o atual número de docentes supera os 70%, foi feita uma adequação, com aumento de dois assentos para técnicos administrativos e dois para discentes. Em ambos os fóruns, ficou garantida a participação de estudantes de pós-graduação, até então não contemplados.

Sub-reitorias ganham nova denominação

As três sub-reitorias da Universidade – Graduação (SR-1); Pós-graduação e Pesquisa (SR-2); e Extensão e Cultura (SR-3) – passaram a ser chamadas pró-reitorias. A alteração, em debate desde 2016, visa a uma adequação à terminologia usada na maioria das instituições de ensino superior, além de fóruns nacionais.

Congresso da Uerj

A organização de um congresso sistematizador de teses para definição das macropolíticas e grandes linhas institucionais, que servirão como instrumento de planejamento na Uerj, também foi objeto de discussão. Segundo o reitor Ricardo Lodi Ribeiro, depois de superar sua mais grave crise, a Universidade precisa ir além da resistência. “Precisamos de um novo projeto que dê conta dos desafios do século XXI, que diga claramente o que somos hoje, para onde vamos e como chegar lá”.

Lodi afirmou que a ideia é começar os debates no início do segundo semestre deste ano, para que, no princípio de 2021, possam ser reformuladas todas as diretrizes que não mais se adequam à realidade da instituição. As conclusões do congresso servirão de base para que os Conselhos Superiores reformem os estatutos, como o Regimento Geral e todas as demais normas da Universidade.

O Consun aprovou a criação de uma comissão especial formada por professores, técnicos e alunos. A previsão é que os membros apresentem orientações para o evento já na próxima sessão plenária, em março. Deverão ser definidas as formas de representação e de escolha dos delegados para o congresso.

Também foi aceito o calendário eleitoral, que fixou eleições para os dias 30 de junho e 1 e 2 de julho. Com isso, os mandatos dos atuais membros dos conselhos, que se encerrariam em março, foram estendidos até o término do pleito. “As três estruturas colegiadas (Consun, Csepe e Congresso) devem funcionar ao mesmo tempo, integradas, seguindo as mesmas datas”, ressaltou o reitor.

Um mês de gestão

O reitor Ricardo Lodi abriu os trabalhos com uma prestação de contas sobre seu primeiro mês no cargo. Afirmou que, apesar de a cota financeira de janeiro do orçamento ter sido liberada pelo Governo, ainda não houve regulamentação sobre o repasse integral dos duodécimos que darão a autonomia financeira à Uerj. Por isso, disse que vem articulando junto à Assembleia Legislativa (Alerj) –  e pediu o apoio das associações de classe –  para que seja aprovada lei complementar que garanta o cumprimento do pagamento.

Alimentação e novo espaço para o CAp-Uerj

Lodi anunciou que o Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (Cap-Uerj), considerado prioridade em sua gestão, terá a questão de alimentação resolvida a partir de março, quando todos os alunos passarão a receber colação, lanches (manhã e tarde) e almoço. Outra novidade é a possibilidade que a unidade seja transferida para o prédio da Rua Barão de Itapagipe, 96, no Rio Comprido, onde funcionava o Instituto Padre Leonel Carrescia, fechado no ano passado. Segundo Lodi, o Governo do Estado já assumiu o compromisso de desapropriar o imóvel.

Concursos

O reitor afirmou que autorizou a realização de concurso para técnico administrativo de nível médio, inicialmente com 20 vagas. Outra seleção prevista para breve é a de comunicadores sociais. “Queremos aproximar mais a Universidade da sociedade, abrir nosso parque cultural para produções internas e externas, e entendo que extensão, cultura e a comunicação social são as chaves para essa aproximação”.

Educação a Distância

Um departamento de ensino a distância será criado na Pró-Reitoria de Graduação para regular os cursos EAD que levam o selo da Uerj. Hoje, o número de ingressantes nos cursos a distância equivale a 1/4 dos alunos que entram para as graduações presenciais. “Dizer que somos contra ou a favor é o mesmo que opinar sobre globalização – é uma realidade e temos que nos adaptar. Mas não pode haver um crescimento sem controle”, destacou o reitor.

Atendimento a servidores

Ricardo Lodi reiterou o compromisso em oferecer assistência de saúde física e mental à comunidade acadêmica. Segundo o reitor, uma área de 500 m2 na Policlínica Piquet Carneiro será destinada ao atendimento de servidores. Ele esclareceu que empecilhos legais proíbem o atendimento diretamente no Hospital Universitário Pedro Ernesto, já que lá os pacientes precisam ser encaminhados pelo sistema de regulação do SUS.