Alunos da Uerj são vencedores em maratona de programação e prêmio internacional de Filosofia

29/05/202010:52

Diretoria de Comunicação da UERJ

Seis equipes formadas por alunos da Uerj foram classificadas para a etapa final do Hacking Help 2020 e uma delas acabou conquistando o primeiro lugar em uma das seções da competição. Com 42 horas de duração, a maratona de programação (hackathon) buscou incentivar o desenvolvimento de soluções para minimizar os impactos da Covid-19. A jornada começou no sábado (23) e os nomes dos vencedores foram anunciados na terça-feira (26).

O evento, promovido pelo movimento Hacking Rio, teve 1.522 participantes inscritos, dos ensinos médio, tecnológico e superior, além de cerca de 300 professores e mentores técnicos. A proposta era que os estudantes atuassem em seis verticais: saúde, educação, assistência social, cooperativismo, logística e empregabilidade. Neste último tema, o projeto da representante uerjiana “Albatroz de Nariz Amarelo” foi escolhido como o melhor, levando o prêmio de R$ 2.500,00.

Os maiores benefícios, no entanto, não foram monetários, segundo a diretora do Departamento de Inovação da Uerj (InovUerj), Marinilza Bruno de Carvalho. “Um encontro como este oferece diversas oportunidades, como aperfeiçoamento para trabalho colaborativo, desenvolvimento sob pressão, interação com a sociedade para a solução de problemas, conhecimento do lado empresarial, entre outras”, ressalta a professora.

O projeto vencedor foi batizado de “PermutAí”. Trata-se de um aplicativo para plataforma mobile, com o objetivo de facilitar a troca de bens no bairro do Rio Comprido e entorno. “Como diferencial, visamos fomentar a economia e a solidariedade do local”, afirma a estudante Thays Martins, integrante da equipe vencedora. “Muitos dias antes do evento, debatemos o cenário atual e as consequências da pandemia. Entendemos a gravidade da situação ao visualizarmos grupos de serviços de baixa especialização no Facebook. Algo que nos motivou foi a reportagem da menina que estava trocando máscaras no sinal por um um quilo de alimento. A partir disso, decidimos fazer algo que pudesse ajudar a resolver o problema”. Segundo Thays, o trabalho em conjunto no hackathon tornou possível a definição dos contornos da ideia.

A equipe Albatroz de Nariz Amarelo reunida virtualmente

A Albatroz reuniu cinco pessoas: além de Thays, Ariel Benvindo – ambas  calouras do curso de Ciência da Computação da Uerj, Izabour Benvindo (Colégio Estadual José Leite Lopes – Nave Rio), Nathan Fernandes (Estácio Natal/RN) e Rodolfo Ruffer (PUC-Minas).

A Uerj atua como parceira educacional do Hacking Rio desde a primeira edição, em 2018. Em virtude das medidas de distanciamento social necessárias durante a pandemia, a maratona desta vez foi totalmente on-line, com comunicação por chats e videoconferências, além de acesso a webinars.

Premiação internacional de Filosofia

Outra estudante da Uerj também teve reconhecimento importante nesta semana. Maria Helena Silva Soares, aluna do Programa de Pós-Graduação em Filosofia, foi agraciada com o prêmio concedido pela Association Internationale Gaston Bachelard (entidade com sede na França), pela sua dissertação de mestrado “O problema da objetividade em Gaston Bachelard: um estudo acerca da fenomenotécnica no realismo científico”. 

Maria Helena foi orientada pelo professor Antônio Augusto Passos Videira e é atualmente doutoranda no PPG Filosofia, ainda sob a orientação do mesmo docente. Confira o anúncio do prêmio na página da associação