Hospital Universitário Pedro Ernesto retoma atendimento ambulatorial com novo espaço para pacientes

05/08/202015:21

Diretoria de Comunicação da UERJ

Foram quatro meses de muito trabalho, dedicação, empenho e coragem para direcionar mais de dez áreas de atendimento clínico e UTIs para o combate à pandemia de Covid-19. A missão assumida pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) da Uerj transformou a unidade em referência para público, mídia, profissionais e, principalmente, para quem mais precisa: os pacientes. Foi pensando neles que o hospital começou a retomar as atividades de rotina nos ambulatórios e enfermarias, voltando aos atendimentos eletivos e reagendamento de cirurgias.

Entre os cuidados principais estão a testagem de todos os profissionais e a inauguração de um novo e amplo espaço de espera para o Ambulatório Central. O retorno dessas atividades foi dividido em duas fases: a primeira, concluída em 13 de julho com a inauguração da nova área de espera, e a segunda, agendada para 10 de agosto, quando haverá a abertura de todos os ambulatórios, ainda com capacidade de apenas 30% do atendimento.

Reuniões entre as chefias de todos os setores clínicos, de serviços e administrativos foram feitas para alinhar os protocolos de segurança durante o período. O diretor geral do Hupe, professor Ronaldo Damião, explicou que o hospital foi incentivado pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) à retomada dos serviços regulares. “Pautamos por um planejamento muito cuidadoso e criterioso, de modo a não haver nenhum prejuízo aos usuários. Estamos reabrindo os ambulatórios e enfermarias para os atendimentos eletivos e reagendando cirurgias, mas sem deixar de reservar um número de leitos significativo para atender pacientes com Covid-19”, enfatizou. Por isso, ainda serão mantidas algumas alas exclusivas a esses casos.  

Durante reunião geral com os setores clínicos e administrativos, o coordenador de Controle de Infecção Hospitalar, Marcos Lago, destacou: “Estamos fazendo protocolos para ambulatórios e cirurgias, com triagem geral dos pacientes. Os ambulatórios, por exemplo, retornarão inicialmente com 30% do atendimento, o que a Endocrinologia e a Pediatria já começaram a fazer. Em relação aos pacientes internados, todos serão testados”.

De acordo com a coordenadora de pacientes externos, professora Teresinha Maeda, a nova área de espera para quem chega ao ambulatório é um dos destaques. Ela foi construída na entrada lateral do Hupe, onde também foi montada uma tenda para triagem, com pia para higienização das mãos. “É um espaço amplo, aberto, que irá receber os pacientes que antes passarão pela triagem respiratória e medição de temperatura. Eles aguardarão a chamada e depois irão para as alas menores de espera dos setores ambulatoriais”, explicou. Luciana Lóes, do Núcleo Interno de Regulação (NIR), acrescenta que para atender bem à demanda foram instalados computadores novos, ramais interligando as salas de esperas ao espaço e cadeiras de alumínio, estrategicamente demarcadas para evitar a aglomeração.

Em cada entrada do hospital, foram instalados totens com dispensário de álcool em gel e sinalização com banners destacando que são obrigatórios o uso de máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento. Há também a orientação para que os pacientes que necessitarem ir com acompanhante evitem levar mais de uma pessoa, chegando na hora agendada – nem muito antes, nem muito depois. Além disso, aparelhos de TV com avisos e vídeos explicativos estão sendo instalados nos principais acessos.

Segurança como foco

A segurança geral de pacientes e profissionais foi um dos principais critérios para essa retomada. A coordenadora de serviços técnicos do Hupe, Lúcia Helena Cavalheiros Villela, explicou que está sendo feita testagem (testes rápidos) em todos os funcionários da unidade. Inicialmente, mais de 30% testaram já ter tido contato com o coronavírus. A expectativa é de que, aproximadamente, 80% do corpo funcional passe pela avaliação até o final de agosto.

O coordenador de Assistência Médica responsável pela direção médica do Hupe, Rui Teófilo de Figueiredo Filho, destacou que todos estão empenhados nesta nova fase para garantir a máxima segurança possível. “O objetivo é que tudo se normalize em médio prazo”, afirmou. Segundo ele, o empenho em proteger funcionários e pacientes tem sido prioridade no hospital. Durante todo o período da pandemia, o Hupe realizou 300 cirurgias com grau de contaminação praticamente zero, o que demonstra o esforço conjunto dos profissionais. “Todos os protocolos estão sendo seguidos, nossos profissionais bem preparados e nossa logística adequada para essa demanda de retomada. Que a união, o engajamento e a compreensão, tão marcantes neste período de profunda crise, permaneçam nos guiando, para um retorno tranquilo e em total segurança”, enfatizou o diretor Ronaldo Damião.