Carnaval solidário: doe sangue

25/02/201909:25

Diretoria de Comunicação da UERJ

Você sabia que o Banco de Sangue do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), da UERJ, recebeu o nome do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho? Uma homenagem a sua história de vida, marcada pela defesa dos direitos humanos, em prol da solidariedade e da segurança nas transfusões de sangue. Que tal aproveitar estes dias que antecedem o Carnaval, para seguir seu exemplo solidário? A equipe que coordena as captações está pronta para receber doadores, que vão reforçar os estoques para os dias de folia.

O Hemocentro faz parte da rede de serviços de Hematologia do Estado do Rio de Janeiro e atende a pacientes com doenças hematológicas, como a de Betinho, que dependem do sangue de outras pessoas rotineiramente, além de oferecer transfusões para pacientes de emergências e cirurgias, também possibilita transplantes de medula óssea.

O banco realiza, em média, 350 transfusões por mês. Em 2018 foram registradas aproximadamente 3600 doações. O número é muito baixo se comparado aos anos anteriores. Em 2013, foram realizadas mais de 7000 doações e desde então o número só vem caindo. O hospital atende em média 15 pessoas por dia, quando o ideal seria pelo menos o dobro.

Para a médica Flávia Bandeira, professora da Faculdade de Ciências Médicas e responsável técnica do banco de sangue, é necessário transformar a cultura em torno da doação de sangue. Por esse motivo, o hospital realiza campanhas de incentivo a doação de sangue, não apenas em datas específicas, mas durante todo o ano.

Veja como doar aqui.

Betinho

Herbert de Souza, o Betinho, nasceu em Minas Gerais. Era irmão do cartunista Henfil e do músico Chico Mario. Assim como seus irmãos, ele era hemofílico (condição em que o sangue apresenta deficiência na coagulação) e precisava realizar transfusões de sangue regularmente. Foi numa dessas transfusões que ele contraiu o vírus da AIDS e da Hepatite C.

Sua luta pelas causas sociais começou nos anos 1960 e com o golpe de 1964 passou a atuar como oposição e resistência ao regime militar, o que resultou no seu exílio político por oito anos. Ficou conhecido como o irmão do Henfil, na música o Bêbado e o Equilibrista, de João Bosco e Aldir Blanc, na década de 1970. Voltou ao país em 1979, e dois anos depois fundou o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE).

Nos anos seguintes, liderou a defesa dos povos indígenas e instituições como a Coordenação Nacional de Reforma Agrária e a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA). Em 1993 fundou a Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria. Betinho morreu em agosto de 1997, em decorrência de complicações causadas pela Hepatite C.